segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

G20 quer subir impostos sobre multinacionais para aliviar PME


Sede da Google
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D.R.
16/02/2013 | 16:49 | Dinheiro Vivo
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais das 20 economias mais poderosas do mundo concordaram hoje que existe margem para cobrar mais impostos às grandes multinacionais, aliviando os cidadãos e as empresas mais pequenas.
No comunicado hoje divulgado a partir de Moscovo, onde decorreu esta cimeira do G20, os líderes dizem apoiar a mais iniciativa da OCDE a favor de uma maior "cooperação internacional no imposto sobre as empresas". O líderes do G20 reconhecem que "uma parte importante da sustentabilidade orçamental é assegurar as nossas bases de receita" e que, portanto, "estamos determinados a desenvolver medidas para contrariar a erosão da base [tributável] e a deslocação de lucros".
Para isso, o G20 diz estar à espera de um "plano integrado de ação" que a OCDE lhe entregará em julho. Este plano, como a organização dos países mais ricos já fez saber esta semana, vai encontrar "as soluções globais necessárias para assegurar que os sistemas fiscais não favorecem indevidamente as empresas multinacionais, deixando os cidadãos e os pequenos negócios com a fatura fiscal maior".
No estudo encomendado pelo G20 publicado na terça-feira passada, a OCDE refere que "as multinacionais usam estratégias que lhes permite pagar um mínimo de 5% em imposto sobre o rendimento coletivo ao passo que as empresas mais pequenas estão a pagar até 30%".
O G20 compromete-se a trabalhar muito para melhorar as práticas de "troca automática de informação" e de transparência.
Segundo refere a AFP, esta mensagem da cúpula mundial estará a ser dirigida a gigantes como Amazon, Google e Starbucks, empresas que têm sido acusadas de práticas de planeamento fiscal agressivo. A Google, por exemplo, transfere a "quase totalidade das suas receitas com o motor de busca para as Bermudas, um paraíso fiscal, diz a agência.

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